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XII Jornadas independentistas Galegas Imprimir Correo-e
Martes, 08 de Abril do 2008   |   Comunicación
primeira Por duodécimo ano consecutivo, Primeira Linha organiza as Jornadas monográficas de reflexom e debate marxista que vimos celebrando desde Janeiro de 1997.
Nesta ocasiom, as XII Jornadas Independentistas Galegas, que decorrem no vindouro sábado 12 de Abril no Hotel Araguaney de Compostela, analisarám o O Socialismo do século XXI com a presença de quatro destacad@s militantes revolucionários e teóricos marxistas provenientes da Argentina, Cuba, País Basco e a República Dominicana.

Compraceria-nos que nos acompanhasses, que nos acompanhássedes neste evento, cuja programaçom oferecemos a seguir:

11 horas. Vigência dos princípios fundacionais do marxismo para a Revoluçom do século XXI 

·Narciso Isa Conde, ensaísta e dirigente de Nueva Izquierda-Círculos Caamañistas da República Dominicana

·Elena Martínez Canals, militante do Partido Comunista Cubano e promotora da revista digital Cuba Siglo XXI

17 horas. Modelos de Revoluçom e construçom da alternativa socialista 

·Iñaki Gil de San Vicente, militante comunista basco

·Néstor Kohan, teórico marxista, coordenador do Colectivo Amauta-Cátedra Che Guevara da Argentina

 

O socialismo do século XXI a debate

Muito se tem escrito e falado sobre o "Socialismo do século XXI". Mas, quando se emprega esta definiçom, a que é que realmente nos referimos, o que é que querem(os) dizer exactamente? 

Existe umha única concepçom sobre o que é o "Socialismo do século XXI" ou será que o seu significado polissémico permite múltiplas interpretaçons?

É indiscutível que, com a mudança de século, se tem convertido numha categoria na moda, implantada em boa parte da esquerda latino-americana, coincidindo com os processos de mudanças na correlaçom de forças internas de parte dos estados da área, e com a sua tradicional relaçom de dependência do imperialismo ianque.

Mas nom deveremos manter umha saudável prudência frente à desmedida euforia e triunfalismo intimamente ligado às grandiloqüentes declaraçons retóricas geradas por alguns dos mais destacados dirigentes deste projecto político?

Porque as firmes atitudes e orientaçons anti-imperialistas do  "Socialismo do século XXI" batem com desconcertantes e erráticas políticas convencionais que reproduzem, com outras formas e estilos, mais do mesmo?

Qual é o nexo de uniom, o fio condutor entre os processos bolivarianos que se reivindicam do "Socialismo do século XXI"?, entre a Venezuela de Hugo Chavez, a Bolívia de Evo Morales, o Equador de Rafael Correa, a Nicarágua de Daniel Ortega e a insurgência armada colombiana? A actual fase e orientaçom em que se acha a Revoluçom Cubana também fará parte deste "Socialismo do século XXI"?

É um fenómeno próprio da América Latina ou também conta com expressons noutras latitudes do mundo?

Realmente, nos países que de algumha maneira se identificam e promovem esta declaraçom de princípios está a ter lugar um processo de transformaçom social ou será que tam só estamos a assistir a um novidoso ensaio populista de um capitalismo de estado edulcorado com um retórico e vácuo acréscimo de "Socialismo do século XXI"? Tenhem fundamento as opinions que afirmam que se trata unicamente de um processo conflituoso de substituiçom da velha oligarquia que dominou e hegemonizou durante quase dous séculos os estados emanados da emancipaçom do colonialismo espanhol, por umhas emergentes novas elites intermédias apoiadas nas legítimas reivindicaçons e anseios das massas oprimidas e exploradas do continente, cansadas das duas intermináveis décadas de rapina neoliberal?

O "Socialismo do século XXI" é umha criativa adaptaçom do marxismo às específicas condiçons da singular morfologia socioeconómica latino-americana, actualizando os pioneiros contributos de Carlos Mariátegui, Julio Antonio Mella ou o Che Guevara, ou nom deixa de ser um híbrido, umha crisálida, um magmático movimento apoiado na maquilhada gestom dos velhos estados burgueses, de incerto futuro, carente de conteúdo anticapitalista?

Que conserva, a que renuncia do velho socialismo marxista decimonónico, das fracassadas experiências burocráticas ensaiadas ao longo do século XX? Que incorpora da intensa trajectória, experiência e património revolucionário de mais de dous séculos de luita operária e popular?

Sem lugar a dúvidas, som inumeráveis as perguntas, as dúvidas, as interrogantes sobre a solidez do "Socialismo do século XXI" entre a esquerda revolucionária do conjunto do planeta.

Por estes motivos Primeira Linha considera oportuno e necessário dedicar a XII ediçom das Jornadas Independentistas Galegas a analisar este fenómeno. Para isto, nada melhor que dar voz a prestigiosas e prestigiosos pensadores marxistas, a destacados e destacadas representantes da esquerda anticapitalista e anti-imperialista latino-americana, mas também do marxismo militante europeu, para assim conhecermos de primeira mao de que se fala quando se evoca o "Socialismo do século XXI".

Porque, sem dúvida, a partir daqui, a partir da Galiza combativa e rebelde, o nosso objectivo é contribuir para construir o Socialismo neste século XXI.

 

Comité Central de Primeira Linha

Galiza, Abril de 2008

 

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